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Índice de Preços ao Produtor (IPP) fica em 3,03% em setembro | Tudo Agro
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Índice de Preços ao Produtor (IPP) fica em 3,03% em setembro

Índice divulgado pelo IBGE mede a evolução dos preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange informações por grandes categorias econômicas


Em setembro de 2015, os preços da indústria variaram 3,03% em relação ao mês anterior, resultado superior ao de agosto (0,96%). Este resultado é o maior da série, que teve início em janeiro de 2014. O acumulado no ano foi de 7,80% em setembro, contra 4,63% em agosto. O acumulado em 12 meses foi de 9,44%, contra 7,27% em agosto. Entre as 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação, 22 apresentaram variações positivas de preços.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede a evolução dos preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange informações por grandes categorias econômicas, ou seja, bens de capital, bens intermediários e bens de consumo (duráveis e semiduráveis e não duráveis).

Entre as grandes categorias econômicas, em setembro, a variação de preços de 3,03% frente a agosto repercutiu da seguinte maneira: 2,92%, em bens de capital; 3,73%, em bens intermediários; e 1,91%, em bens de consumo, sendo que 0,67% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e 2,30%, em bens de consumo semiduráveis e não duráveis. A influência das categorias foi: 0,26 p.p. de bens de capital, 2,12 p.p. de bens intermediários e 0,65 p.p. de bens de consumo. No caso de bens de consumo, 0,60 p.p. se deveu às variações de preços observadas nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis e 0,06 p.p. nos bens de consumo duráveis.

Na perspectiva do acumulado no ano, as variações de preços da indústria acumularam, até setembro, variação de 7,80%, sendo 12,49% a variação de bens de capital (com influência de 1,05 p.p.), 8,45% de bens intermediários (4,81 p.p.) e 5,59% de bens de consumo (1,93 p.p.). No último caso, este aumento foi influenciado em 0,46 p.p. pelos produtos de “bens de consumo duráveis” e 1,47 p.p., pelos “bens de consumo semiduráveis e não duráveis”.

No acumulado em 12 meses, a variação de preços da indústria alcançou, em setembro, 9,44%, com as seguintes variações: bens de capital, 16,83% (1,39 p.p.); bens intermediários, 9,48% (5,43 p.p.); e bens de consumo, 7,61% (2,62 p.p.), sendo que a influência de “bens de consumo duráveis” foi de 0,60 p.p. e a de “bens de consumo semiduráveis e não duráveis” de 2,03 p.p.

22 das 24 atividades apresentaram variações positivas de preços

Em setembro/2015, 22 das 24 atividades apresentaram variações positivas de preços, contra 20 do mês anterior. As quatro maiores variações observadas em setembro/2015 foram: Indústrias extrativas (12,50%), fumo (8,38%), outros equipamentos de transporte (7,95%) e alimentos (5,48%). Em termos de influência, sobressaíram alimentos (1,04 p.p.), Indústrias extrativas (0,37 p.p.), outros produtos químicos (0,37 p.p.) e outros equipamentos de transporte (0,20 p.p.).

O indicador acumulado no ano atingiu 7,80%, contra 4,63% em agosto/2015. Entre as atividades que, em setembro/2015, tiveram as maiores variações percentuais, destacaram-se: outros equipamentos de transporte (34,41%), fumo (32,94%), papel e celulose (23,10%) e madeira (18,01%). Os setores de maior influência foram: alimentos (1,93 p.p.), outros produtos químicos (1,32 p.p.), papel e celulose (0,78 p.p.) e outros equipamentos de transporte (0,73 p.p.).

No acumulado nos 12 meses, a variação de preços ocorrida foi de 9,44%, contra 7,27% em agosto de 2015. As quatro maiores variações de preços ocorreram em outros equipamentos de transporte (45,33%), fumo (44,67%), papel e celulose (30,35%) e madeira (25,91%). Os setores de maior influência (tabela 3) foram: alimentos (2,48 p.p.), outros produtos químicos (1,43 p.p.), papel e celulose (0,99 p.p.) e outros equipamentos de transporte (0,90 p.p.).

Extrativas: os preços das indústrias extrativas variaram em 12,50%, resultado que praticamente compensa, por exemplo, a variação negativa de janeiro, -12,73%. Seja como for, o resultado de setembro inverteu o acumulado no ano, que passou de -6,50%, em agosto, para 5,19%. Na comparação com setembro de 2014, a variação ainda é negativa, - 13,28%, mas já esteve em -42,06% em janeiro e em -21,60% em agosto.

Todos os produtos levantados nesta atividade tiveram variação positiva em setembro, encabeçados por 'minérios de ferro' e 'óleos brutos de petróleo'. Estes produtos, que são os de maior peso no cálculo do setor, continuam contribuindo negativamente na perspectiva acumulado em 12 meses.

Alimentos: os preços do setor cresceram, quando comparados aos de agosto, em 5,48%, maior resultado da série, que só encontra um similar em outubro de 2010 (5,30%). Vale registrar que o resultado de setembro fez com que a influência devida a alimentos fosse de 1,04 p.p. - a maior de todas, seguida pela de extrativas, 0,37 p.p. - na variação de 3,03% do total das indústrias extrativas e de transformação. Com o resultado de setembro, o acumulado ao longo de 2015 saiu de 4,43%, em agosto, para 10,15%, maior resultado desde dezembro de 2012 (14,86%). Dezembro de 2012 reflete a variação anual, mas, naquele ano, em setembro, a variação de preços acumulada alcançava 15,21%. Na comparação setembro 2015/setembro 2014, os preços atuais estão 13,15% maiores, maior resultado desde janeiro de 2013 (13,23%).

Entre os produtos destacados, há dois deles ('resíduos da extração de soja' e 'carnes de bovinos frescas ou refrigeradas') que aparecem tanto como os de maior variação de preços como os de maior influência no resultado do mês. Completam os produtos de maior influência, 'açúcar cristal' e 'sucos concentrados de laranja'. Os quatro produtos tiveram influência de 3,18 p.p. (em 5,48%). Deve ser considerado, na explicação do resultado atual, o fato de o câmbio ter, em setembro, depreciado em mais de 11,0% frente ao dólar (similar ao que ocorrera em março de 2015), com influência direta em vários produtos do setor.

No caso do 'açúcar cristal', além do estímulo à exportação, a oferta tem estado menor graças ao direcionamento de uma maior parte da cana-de-açúcar para a produção de etanol. No caso dos derivados de soja — 'resíduos da extração de soja' é um deles —, além do câmbio, uma maior demanda interna por parte das indústrias (em particular as produtoras de rações), num momento em que começa o início do plantio da soja e, portanto, a oferta é baixa, é um fator adicional que explica a variação observada. Por fim, no caso de 'carnes de bovinos frescas ou refrigeradas', deve-se considerar o maior direcionamento da produção para o exterior, com a consequente diminuição da oferta interna, mas também o impacto, via custo, da menor disponibilidade de animais para abate.

Papel e celulose: na comparação de setembro contra agosto de 2015, os preços do setor cresceram 5,25%, representando 0,20 p.p. da flutuação de 2,66% do índice das Indústrias de Transformação. Em igual período no ano passado, o acréscimo mensal havia sido de 1,67%. Nesse ano, a atividade vem apresentando um quadro de majoração de preços. A única exceção deu-se em abril, - 1,06%, resultado que sucedeu a alta de 4,94%, ocorrida em um momento de depreciação cambial frente ao dólar acentuada, mais ou menos 11,0%, quadro que se repetiu em setembro. Assim, o acumulado de 2015, já considerando o mês de setembro, é de 23,10%.

Quatro produtos foram responsáveis por gerar uma influência líquida de 5,25 p.p., na passagem de agosto para setembro. Desse grupo de produtos, três tiveram impacto positivo nos preços: 'celulose', 'papel para escrita, impressão e outros usos gráficos, não revestidos de matéria inorgânica' e “papel kraft para embalagem não revestido', enquanto o produto 'cadernos' teve impacto negativo.

Outros produtos químicos: embora no início de ano tenha havido queda de preços nos dois primeiros meses, o que se repetiu no mês de maio, o setor vem reagindo e apresentando, desde então, variações positivas, que em setembro foi de 3,41%. Com isso o acumulado do ano chegou a 12,70%, sendo a maior taxa para esse período do ano desde o início da série do IPP, e a variação nos últimos doze meses foi de 13,70%, maior resultado para este índice desde fevereiro/2013 (14,66%).

Os produtos que mais se destacaram na variação de preços do mês foram “soda ou potassa cáustica”, “dióxidos de titânio”, “fenol (hidróxibenzeno) e seus sais” e “borracha de estireno-butadieno” — todos com variação positiva. Em relação à influência, “adubos ou fertilizantes à base de NPK”, “etileno (eteno) não-saturado” e “polipropileno (PP)” foram destaque, com resultado positivo, nos três índices avaliados.

Outros equipamentos de transporte: na comparação de setembro contra agosto de 2015, os preços do setor cresceram 7,95%, representando 0,20 p.p. da flutuação do índice das Indústrias de Transformação (2,66%). Em igual período no ano passado, o acréscimo mensal havia sido de 1,56%.

Nesse ano a atividade vem apresentando um quase contínuo quadro de majoração de preços, tal que o acumulado de 2015, já considerando o mês de setembro, é de 34,41%. A única exceção ocorreu em abril (- 1,74%), mês subsequente àquele no qual o câmbio havia sofrido uma depreciação frente ao dólar mais acentuada (em torno de 11,0%, como agora em setembro). O movimento de majoração de preços observado tem como uma das causas a depreciação da moeda doméstica ocorrida nos últimos meses.

Fonte: IBGE


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